poetofago

Eu caco
Estraçalhado entre vidros
Cato as migalhas do que sou
Tu oca
Espalhada entre vivos
Ata as fornalhas dele
Eu pouco
Ofusco a casca
E cheio de moscas toscas fisgo
Tu muita
Coisa opaca
E meio rara enfeita o cisco
Ele vibra
E lhe sobra
Sombras de certezas
Escondidas no impacto da tua nuca